PITÁGORAS - "Todas as coisas são números"

 

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2008 – ANO UNIVERSAL 1

 

 

 

         2008 é o primeiro ano do primeiro ciclo numerológico completo de nove anos do séc. XXI.

         O século 21, que iniciou em 2001 (e não em 2000, como muitos pensam) teve seu primeiro ciclo numerológico completo (de nove anos) iniciado em 1999 (Ano Universal 1). Um ciclo que começou ainda no século XX, trazendo consigo (até 2007 – Ano Universal 9) muitas das vibrações do século XX.

Portanto, até 2007 a Humanidade ainda estava, em parte, recebendo e emitindo as vibrações geradas durante o século XX.

Somente agora, a partir de 1º de janeiro de 2008 é que passamos a viver, numerologicamente, um novo século, quando os ciclos se renovam e as forças da natureza se regeneram.

Interessante e curioso observar que 21 é igual a 3. Ou seja: 2+1 =3; e que 1º de janeiro de 2008 é um Dia Universal 3. E o número 3 é uma vibração que traz consigo alegria, manifestação, artes e novos contatos. Isso indica a possibilidade de – ao contrário do século XX, que foi um período de divisões e guerras - este (séc XXI) vir a ser o momento em que a Humanidade busque mais a harmonia entre si e com a Natureza que a gerou, assim como uma maior transcendência através de vibrações uníssonas com o Cosmos.

Mas, durante este ano de 2008 – o primeiro ano de um ciclo de nove anos que terminará em 2016 (Ano Universal 9) estaremos vivendo em um Ano Universal 1.

 

ANO UNIVERSAL 1

 

Um Ano Universal 1 é um período de recomeço ou ressurreição, e suas vibrações atraem forças renovadoras dando a todos um maior ímpeto de vida, o que fará com que muitas pessoas venham a ter idéias criativas, a imaginação prolifere e que todos, em geral, se sintam mais fortes e dinâmicos.

Este é o período ideal para semear. O que fizermos durante 2008 repercutirá, inevitavelmente, durante os demais oito anos do ciclo. Portanto, deveremos agir, ir em frente, mas com a consciência necessária dos possíveis resultados de nossas ações. No entanto, não devemos deixar que o medo, a insegurança ou a hesitação sobrevenha como empecilhos à nossa vontade.

As idéias deverão ser postas em prática, porque a nova energia não poderá ser conservada estagnada – sob pena de se transformar em energia destrutiva - mas despendida de maneira prolífica e criativa.

A busca de renovação implica, também, em descartar atitudes e idéias negativas. Por isso, deve-se evitar, ao máximo, a depressão e a autocomplacência, e a ação deverá ser concentrada visando-se o conjunto social assim como o desenvolvimento espiritual – e não somente a prosperidade individual.

Ir em frente significa buscar seus ideais, esforçar-se por prosperar, estar atento para as oportunidades que surgirem, reivindicar o que é seu por justiça e esforçar-se por transcender os próprios limites.

Mas deveremos ter o cuidado de não nos mostrarmos demasiado individualistas, evitando prejudicar os demais com nossas atitudes ou ações. Ao mesmo tempo, deveremos, sim, agir com independência e destemidamente, pois só assim poderemos conquistar o que é nosso por direito cósmico. A busca do equilíbrio entre ser independente, mas não demasiado individualista é um dos desafios pessoais de um Ano Universal 1.

         Em termos mundiais, é um ano que poderá originar descobertas, tanto científicas quanto artísticas, porque este é um período de renovação cíclica.

         Como é o início de um ciclo universal,  surge a necessidade de reavaliação das políticas, tanto a nível nacional como mundial. Isso poderá implicar em medidas coercitivas – desde a tentativa de controle da Internet até a deflagração de novos conflitos.

         Há a probabilidade, também, mais que em outros períodos, do deflagrar de novas guerras ou da explosão de movimentos sociais na busca de justiça. A força de cada um depende da união de todos e as pessoas estarão desejosas de se unirem para reivindicar seus direitos tantas vezes aviltados.

         O Brasil passa por um período de transição, que inclui instabilidade e insegurança.

         Aproveitando-se disso, a grande mídia poderá tentar gerar um clima de caos obrigando o governo a retomar práticas ultrapassadas e reacionárias ao aliar-se aos grupos direitistas do Congresso.

         Isso fará com que perca de vez as suas últimas características progressistas, gerando grande desconfiança popular e provocando o aumento das ações dos movimentos sociais marginalizados.

 

 

         A MAGIA DO 1

 

         O número 1 – Mônada – segundo os pitagóricos é “o princípio de todas as coisas”, ou: “arche ton panton he monas”.

É simbolizado como o ponto dentro do círculo, significando a primeira manifestação da Criação. A Mônada permanece idêntica a si mesma entre os números, pois nenhum número pode ser tirado dela ou separado de sua unidade.

Na Árvore da Vida – um Arquétipo universal que os judeus assimilaram dos assírios – o número 1 corresponde a KETHER – Coroa – que significa a Força ou primeira emanação manifestada.

No Tarô, a carta-arcano 1 é “O MAGO”. Mostra um homem de pé em frente a uma mesa onde estão diversos objetos: uma faca, simbolizando o princípio ativo; uma taça, simbolizando o princípio passivo e um pentagrama, simbolizando a vontade humana.

A sua mão direita, onde está uma varinha de condão, está estendida para cima, enquanto a mão esquerda aponta para baixo. É uma figura que simboliza o poder que o ser humano tem, a princípio, de unir o espiritual ao telúrico, de dissolver ou de coagular.

Compreendendo os princípios da Natureza, o Homem é capaz de buscar a união com o Cosmo através da ação de sua Vontade. Também significa o homem libertado, agindo com livre-arbítrio, negando-se a se sujeitar a alguma egrégora submissa ao negativo turbilhão astral de Baphomet.

 

Aliás, a esse obscuro turbilhão astral é que estão ligadas algumas seitas, ou sociedades ditas “secretas”. Autodenominam-se eleitos, ou iniciados e representam uma ínfima parcela da humanidade, fazendo do segredo uma arma para deter o poder. E, através desse poder, manipular as demais pessoas.

         Geralmente, dizem-se magos. Mas o que é Magia, senão o conhecimento da Natureza, profundamente, em todos os seus planos? E o que os “magos”, os que guardam consigo essas verdades tão secretas, fazem com esse conhecimento?

         “Por seus frutos os conhecereis” – disse Jesus.

         E os frutos de séculos de dominação dessas pessoas, principalmente no mundo ocidental, estão à vista de todo aquele que tiver olhos para querer ver:

         - Manipulação da natureza para construir armas de destruição em massa.

         - Manipulação das pessoas através dos meios de comunicação de massa.

         - Destruição acelerada dos ecossistemas através do desmatamento, caça predatória, emissão de gases poluentes e demais fatores geradores do desequilíbrio ambiental.

         - Imposição de uma ideologia maniqueísta apoiada através de guerras, destruição e miséria.

         - Aumento das desigualdades sociais, da fome, ignorância e pobreza.

 

         Por ação ou por omissão, esse grupo de pessoas que pertence às classes dominantes, tem uma grande parcela de culpa em tudo o que está acontecendo em nosso pequeno planeta.

         Ou são detentores de um poder secreto, ao qual se apegam, e que tem a ver com magia, com os segredos da natureza, ou não tem poder algum.

         Se não tem poder algum, a única razão do segredo é para que os “profanos” não descubram a sua impotência.

         Se, de fato, os segredos que retém para si são fonte de poder, as conseqüências desse poder mostram-se nefastas.

         A magia utilizada por esse grupo é, obviamente, magia negra, porque são pessoas centradas em si mesmas, em objetivos pessoais, e a principal característica da magia negra é o egoísmo.

 

         Neste Ano Universal 1 de 2008 a principal previsão que se pode fazer é o desmascaramento das malignas práticas dessas pessoas.

         Este é um momento ideal para uma limpeza, quando todos deveremos descartar aquilo que não serve mais para a Humanidade. Para isso, será necessário, também, exorcizarmos de dentro de nós o mago negro do egoísmo, que, vez por outra, tende a freqüentar o nosso ego.

         Uma ação conjunta também se faz necessária no sentido de acabar-se com as mistificações ditas esotéricas, que, ao mais das vezes, levam as pessoas à alienação.

  Mas, deve-se dar o devido valor a todos aqueles que, dentro de uma visão holística do Universo procuram doar-se e difundir os seus conhecimentos – sem preconceitos ou discriminação social.

         Independente do Ano Pessoal de cada um, toda a Humanidade estará iniciando um novo ciclo em 2008. E deveremos juntos, empreender essa limpeza, tão necessária para que possamos iniciar este novo ciclo purgados dos aspectos maléficos que impedem a nossa evolução e progresso espiritual.

 

 

 OS NÚMEROS DE  2008

 

 

         O ano de 2008 - Ano Universal 1 – é composto pelos algarismos 2, 0 e 8.

        

         O número 2 denota profundidade, pesquisa, cooperação, amizade, diplomacia, detalhes.

         No alfabeto hebraico, 2 é BETH, simbolizando a boca humana. BETH designa o interior, o poder plasmante, o germe, a maternidade, a criação, a habitação, o objeto central.

         A carta-arcano 2, do Tarô, é chamada de “A GRÃ-SACERDOTISA”, e simboliza as ciências ocultas, a união dos opostos e a fecundidade resultante dessa união.

 

         O número 8, no alfabeto hebraico, é CHETH, significando, literalmente, “campo para cultivo”.

         A carta-arcano 8, do Tarô, mostra uma mulher dominando um leão, simbolizando a inteligência humana sobrepujando a força bruta. É uma carta que sugere a possibilidade do ser humano superar o seu lado mais material e grosseiro através da vontade e da inteligência. Dessa forma, poderá almejar para si a Justiça e o Equilíbrio espiritual com os demais seres.

 

         O Zero, mais que um número, é um conceito. Por isso, em Numerologia, o Zero é considerado como o mensageiro dos números.

         Mensageiro, porque o nome que representa o símbolo vem do latim Zephirum, que, por sua vez, é uma transliteração do árabe Sifr – com a idéia de significar o vazio entre os números.

         Na mitologia greco-romana, Zéfiro é o nome do vento do Ocidente, que dá vida à Natureza e é o mensageiro da primavera.

         Portanto, Zero é o Nada de onde todos os números-vibrações surgem. Está relacionado à idéia de universo, de transcendência e de imaterialidade.

 

         Somando-se os números que compõem 2008 – 2+0+0+8 – encontramos o número 1 (ou 2+8 = 10 = 1+0 =1), que é o número do Ano Universal.

         2008, como Ano Universal 1, é o ano que representa o início de um ciclo para a Humanidade. Momento de retomada de consciência e de avaliação de tudo o que tem sido feito até então. De desmascaramento daqueles que, de maneira egoísta, usam o poder para o mal.

         Mas, principalmente, deve ser um ano durante o qual devemos buscar a verdadeira magia, que consiste na comunhão com a Natureza, nossa mãe.

         Um ano em que todos nós devemos ser os magos, os agentes transformadores, com o objetivo universalista de fazer da Terra um lugar de paz, amor e igualdade social.

 

 

Não se deixe enganar. Numerologia não é mistificação.
Entenda porque.

OS NÚMEROS

COGNITIO CAUSARUM - geometria de Euclides, segundo Rafael.

 

 As vibrações incidem sobre nós, mas não devemos deixar que elas nos usem. Por isso temos o livre-arbítrio para usar o aspecto mais positivo de cada número-vibração, e, de acordo com o ciclo numerológico de cada um, tentar a harmonia que atrai a felicidade.

 Nenhuma vibração numerológica é superior ou inferior a outra vibração, mas tem características específicas que a fazem diferente das demais. Cabe a cada um de nós aprender a usar as vibrações, evitando que elas nos usem de maneira negativa ou destrutiva.

 Abaixo, uma rápida explicação sobre os números e suas características, com ênfase para os nove números primários, usados em Numerologia, junto com os números mestres 11 e 22. Procurei relacionar os números com as 22 letras do alfabeto hebraico – origem da Cabala – e os 22 Arcanos Maiores do Tarô.

1

O 1 (a Mônada) representa a Força e o Intelecto.

 Aspectos Construtivos: Atividade, pioneirismo, independência, invenção, força, ambição

 Aspectos Negativos: Preguiça, medo, instabilidade, egoísmo, obstinação.

Aspectos Destrutivos: Antagonismo, tirania, dominação, bravata.

 Características

Liberdade - solidão

Independência - busca

Criatividade - gratificação

Símbolo: o Ponto.

Nome: ALEPH.

Hieróglifo: o Ser Humano.

2

  O 2 (a Díada) representa a Associação, a Dualidade.

Aspectos Construtivos: diplomacia, pormenor, harmonia, profundidade, ritmo.

Aspectos Negativos: negligência, timidez, falta de tato, vacilação, hipersensibilidade.

Aspectos Destrutivos: covardia, cólera, decepção, crueldade, paixão.

 Características

 Cooperação - trocas.

Receptividade - sabedoria.

Sensibilidade - percepção.

Símbolo: o Ying-Yang.

Nome: BETH.

Hieróglifo: Boca Humana.

 3

O 3 ( a Tríada) representa a Expressão, a Criação.

 Aspectos Construtivos: otimismo, alegria, sociabilidade, auto-expressão, entusiasmo, criatividade.

Aspectos Negativos: maledicência, pessimismo, extravagância, repressão, falso orgulho.

Aspectos Destrutivos: intolerância, ciúme, hipocrisia, fraude, avareza.

 Características

 Auto-expressão - crítica.

Dinamismo - atração.

Talento artístico - personalidade.

Símbolo: o Triângulo.

Nome: GHIMEL.

Hieróglifo: Mão que agarra.

 4

O 4 (a Tétrada) representa a Vitalidade, a Organização.

 Os pitagóricos consideravam, a "Tetractys" (4) como o "número dos números". Segundo Theon de Esmirna: "A Tetractys não só era principalmente honrada pelos pitagóricos, porque todas as sinfonias existem dentro dela, mas também porque ela parece conter a natureza de todas as coisas", daí seu juramento: "Não por aquele que entregou as nossas almas à Tetractys" (Pitágoras). Também, segundo Nicômaco, os pitagóricos chamavam o número quatro de "o maior milagre", "um deus de outra maneira", "a fonte da Natureza" e " o introdutor e a causa da disciplina na Matemática".

Aspectos Construtivos: honestidade, paciência, economia, espírito prático, organização, lealdade.

Aspectos Negativos: estreiteza de espírito, rigidez, rudeza, limitação.

Aspectos Destrutivos: ódio, vulgaridade, violência, crueldade, ciúme, antagonismo.

 Características

Organização - tensão.

Praticidade - realização material.

Sistema - limites (autolimitação).

Símbolo: o Quadrado.

Nome: DALETH.

Hieróglifo: Seio que alimenta.

 5

O 5 (a Pêntada) representa a Busca, a Mudança.

Aspectos Construtivos: liberdade, mudança, aventura, progresso, versatilidade.

Aspectos Negativos: desconsideração, adiamento, irresponsabilidade, mutabilidade.

Aspectos Destrutivos: sensualidade, perversão, malevolência, deboche, drogas, bebida.

 Características

Livre-arbítrio - magnetismo.

Versatilidade - imediatismo.

Experiências - volúpia.

Símbolo: o Pentagrama.

Nome: HE.

Hieróglifo: Respiração.

 6

O 6 (a Héxada) representa a Harmonia.

Aspectos Construtivos: responsabilidade, talento musical, domesticidade, serviço.

Aspectos Negativos: ansiedade, preocupação, hábito de discutir, intrometimento.

Aspectos Destrutivos: trabalho servil, cinismo, ciúme, presunção, tirania doméstica.

 Características

 Harmonia - prazer interior.

Estética - ritmo.

Gregarismo - sociabilidade.

Símbolo: o Hexagrama.

Nome: VAU.

Hieróglifo: Olho, Ouvido.

 7

 O 7 (a Héptada) representa o Saber e a Espiritualidade.

Aspectos Construtivos: silêncio, sensatez, pesquisa, estudo, introspecção, espiritualidade.

Aspectos Negativos: sarcasmo, melancolia, frieza, nervosismo, humilhação.

Aspectos Destrutivos: desonestidade, incredulidade, malícia.

Características

Especialização - perfeccionismo.

Espiritualização - transcendência.

Diplomacia - reserva.

Símbolo: a Estrela.

Nome: ZAIN.

Hieróglifo: Flecha em movimento reto.

 8

O 8 (Ogdôada) representa o Equilíbrio e a Justiça .

Aspectos Construtivos: autoridade, liderança, administração, habilidade executiva.

Aspectos Negativos: desequilíbrio, intolerância, impaciência, tensão.

Aspectos Destrutivos: opressão, vingança, injustiça, drogas, mentira.

 Características

Raciocínio - cautela (limitações).

Equilíbrio - autoridade

Justiça - Verdade (busca da).

Símbolo: a Roda dupla, simbolizando o Universo.

Nome: CHETH.

Hieróglifo: Campo para cultivo.

 9

O 9 (a Enêada) representa a Compreensão, a Realização.

Aspectos Construtivos: simpatia, filantropia, amor universal, talento artístico.

Aspectos Negativos: emocionalismo, egoísmo, indiscrição, dissipação.

Aspectos Destrutivos: imoralidade, amargura, falsidade, vício, insociabilidade.

 Características

Conhecimento - criatividade

Percepção - sensibilidade.

Amor - doação.

Símbolo: os três triângulos.

Nome: THETH.

Hieróglifo: Telhado (proteção).

 10

 Em Numerologia, são usados apenas os nove primeiros números básicos, ou primários, além dos números mestres, ou geminados, que são o 11 e o 22. No entanto, o 10 possui características muito interessantes.

 De acordo com W. W. Westcott, a década era chamada pelos pitagóricos de PANTELEIA, que significa "todo completo", ou "totalmente consumado".

 O 10 era considerado uma deidade, devido às suas virtudes e por ser o receptáculo de todos os números. Por isso, era chamado década, de dechomai = receber.

 O 10 é a soma das unidades do número 4, ou: 1+2+3+4 = 10. Por isso, o 4 e o 10 tem uma relação muito estreita. Os pitagóricos juravam pela Sagrada Tetráktys, da seguinte forma:

Eu juro por Aquele

que grava nos

nossos corações

A TÉTRADA sagrada,

imenso e puro símbolo

Origem da Natureza

e modelo dos deuses.

 Da mesma forma que a Tétrada era considerada sagrada, também a Década assim o era. Conforme Edouard Schuré, em Pitágoras:

"Terminando o ensino de sua teogonia, Pitágoras mostrava aos discípulos as nove Musas, personificando as ciências, agrupadas três a três, presidindo ao tríplice ternário evoluído em nove mundos, e formando com Hestia, a Ciência divina, depositária do Fogo primordial – a Década Sagrada."

 A Cabala hebraica é formada, em essência, pelos dez Sephiroth da Árvore da Vida.

 Os dez Sephiroth são tidos como protótipos de todas as coisas espirituais, e também de todas as partes da criação. São considerados como tríadas de cima para baixo, e imaginados em três colunas, intituladas Pilares de Severidade e Misericórdia, com o mediano de Benignidade, ou Brandura.

Símbolo: a Árvore da Vida.

Nome: IOD.

Hieróglifo: O Dedo Indicador.

11

 O número mestre 11 representa a capacidade de superação, ultrapassar limites. É o momento em que o 1 encontra-se consigo mesmo, e percebe a necessidade de ir além, de romper limites.

Aspectos Construtivos: intuição, inspiração, invenção, revelação, idealismo.

Aspectos Negativos: inépcia, fanatismo, falta de objetivos, carência de compreensão.

Aspectos Destrutivos: desonestidade, avareza, perversidade, degradação, deterioração.

 Características

Idealismo - visão.

Percepção - inspiração.

Misticismo - revelação.

Símbolo: Simboliza a Força Interior.

Nome: KAPH

Hieróglifo: Mão apertando algo.

12

 O 12 é o segundo número manvantárico, ou série de números de 11 a 22 que simbolizam a evolução espiritual. No 12 percebe-se o 3 novamente, no instante em que 1 e 2 se unem para recriar a Manifestação, o Verbo. Traz em si a idéia do sacrifício no plano físico, ou da penetração do sutil no denso. É o cósmico no telúrico, e o sacrifício representa o final dos ciclos para um renascimento mais perfeito e equilibrado.

 Doze são os signos do Zodíaco. As doze partes em que se divide o grande círculo dos céus – doze vezes trinta graus formando o ciclo perfeito de 360 graus aritméticos do círculo, cada signo dividido em três decanatos.

 Doze os filhos de Jacó.

 Doze os apóstolos de Jesus.

 Doze são as letras simples do alfabeto hebraico.

 Doze são os meses do ano. Jano, dos romanos, o deus de dupla face, é o deus dos doze meses, representado com 12 altares sob os pés.

 Doze foram os Trabalhos de Hércules, na Mitologia grega. 

 E W.W. Westcott afirma: "O autor dos Hinos de Orfeu, o comentador de Hesíodo, e Porfírio declaram que os 12 trabalhos de Hércules são presumivelmente símbolos do Sol em sua passagem pelos doze signos."

Símbolo: o Zodíaco.

Nome: LAMED

Hieróglifo: Mão aberta.

13

 O número 13 representa a Iniciação, que somente pode ocorrer após uma transformação completa do iniciado, significando que ele deve "morrer para renascer". Sobre o Arcano XIII, escreve Arthur Edward Waite, em seu livro "TARÔ":

 "A natural passagem para o próximo estágio de seu ser é ou pode ser uma forma de seu progresso, mas a estranha e quase desconhecida admissão, enquanto ainda nesta vida, no estado de morte mística, constitui uma mudança na forma de consciência e a passagem para o qual a morte ordinária não é o caminho nem a porta."

 Para os mexicanos e para o povo de Yucatã, assim como para doze das muitas tribos norte-americanas, o 13 era considerado um número sagrado. Seu ano continha 28 semanas de 13 dias e um dia a mais. Treze anos formavam uma Indicção – uma semana dos anos; os 13 dias restantes formando outra semana. Quatro vezes treze, ou 52 anos, era o seu ciclo.

 De acordo com W.W. Westcott, a idéia do número treze como número de azar surgiu devido ao destino de Judas após a última ceia de Jesus, e mesmo assim, depois de muito tempo, mas desde que nasceu tem prevalecido entre os cristãos.

Símbolo: a Fênix.

Nome: MEM

Hieróglifo: Uma mulher.

 14

 O número 14 representa o indivíduo (1) necessitando de organização (4) para promover a mudança (5) que leva à evolução. Depois da Iniciação (13), é necessário o reequilíbrio das energias (14). O Arcano XIV é chamado de "Temperança". Simboliza a transformação da energia, de uma forma sóbria, para que possa haver a evolução espiritual.

 João Bosco Cavalero Viegas, em "KABALAH PRÁTICA", escreve: "esse número, kabalisticamente falando, é a transformação das energias manvantáricas, que influencia nas energias terrenas."

 A lâmina XIV do Tarô mostra um ser, aparentemente andrógino, com uma taça em cada mão, derramando um líquido de uma para outra taça. Um de seus pés está na água; o outro está pisando terreno firme.

Símbolo: a Balança.

Nome: NUN.

Hieróglifo: O Fruto.

15

 O 1 – Indivíduo – e o 5 – Energia Vital – formando o 6, que é o símbolo da harmonia cósmica. O 15 lembra a necessária busca de equilíbrio entre o cósmico e o telúrico, entre o espiritual e o material.

 O Arcano 15 traz em sua lâmina a figura de Baphometh, antigo símbolo que lembra o deus Pan em sua forma caprina.

 É claramente uma figura andrógina: seios de mulher, sexo masculino simbolizado pelo caduceu de Hermes, em alusão às ciências ocultas ou herméticas. Hermes é o mesmo Pan grego, deus da fertilidade, assim como o Mercúrio romano.

 Hermes também é o mesmo Toth egípcio. Tanto que o Tarô é chamado, por alguns, de Livro de Toth. Nas 22 lâminas dos Arcanos Maiores estaria simbolizada toda a sabedoria oculta. Alquimia, Magia e Cabala são consideradas as três principais ciências herméticas. Essas ciências são atribuídas a Hermes Trismegistus – o três vezes grande, três vezes sábio – a quem é atribuída a "Tábua de Esmeralda":

"É verdade, correto e sem falsidade, que o que está em baixo é como é em cima, para cumprir-se a Grande Obra. Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, pela vontade e pela palavra daquele Único que as mentalizou, assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem Natural, e tudo pode ser aperfeiçoado por adaptação àquela Mente.

Seu pai é o Sol; sua mãe a Lua, o Vento a transporta em seu ventre, sua nutriz é a Terra. Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. Seu poder é imenso e perfeito, quando novamente separada da Terra. Separas pois o Fogo da Terra, o sutil do denso, mas com cuidado, com grande habilidade e critério.

Ela sobe da Terra ao Céu e novamente desce à Terra, renascendo e assim tomando para si o poder de Cima e o poder de Baixo. Desta forma o esplendor do mundo será todo teu, possuirás todas as glórias do universo e quaisquer trevas afastar-se-ão de ti. Nisso consiste o poder poderoso de todo poder; capaz de vencer todo o sutil e penetrar tudo o que é sólido. Do mesmo modo o universo é criado. De lá vem as realizações maravilhosas, e seu mecanismo é o mesmo.

É por isso que sou chamado Hermes Trismegistus, possuindo poder sobre os três aspectos da filosofia universal. O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito e encerra tudo.
"

 Alguns estudiosos afirmam que o Único citado nos versos esmeraldinos seria o Baphometh, ou o ente que é pai de todas as coisas do Mundo. Baphometh seria, então, o Demiurgo de nosso mundo, o ser astral a quem estaríamos escravizados enquanto não descobrirmos a maneira de equilibrarmos a matéria com o espírito, o telúrico com o cósmico. A cabeça de bode do Baphometh forma um pentagrama invertido, mas, em sua testa há um outro pentagrama com a ponta para cima. Por isso, o símbolo mais provável do 15 é o Hexagrama – dois triângulos opostos entrelaçados, simbolizando que o que está em baixo é como é em cima – e não o Pentagrama.

Símbolo: Hexagrama.

Nome: SAMECH.

Hieróglifo: Flecha em movimento circular.

16

 O 16 mostra o indivíduo (1) em relação ao seu meio ambiente – lar (6), comunidade. Essa relação faz com que procure evoluir dentro de um círculo fechado, gregário, pensando em si como alguém que tem e não como alguém que é. Construir, neste caso, significa construir para si, de maneira egoísta, porque acredita que o poder pessoal vem das posses materiais. Acredita, falsamente, que, dessa forma, poderá alcançar um estágio superior (7), transcender-se.

O Arcano XVI mostra uma torre sendo atingida por um raio e sua parte superior se desmorona. Junto com os destroços, caem dois seres humanos. Um deles está coroado; o outro, sem coroa.

 G. O. Mebes afirma: "Esta é a imagem de um constrangimento astral, regido por uma força superior, que não se importa com privilégios mundanos."

Símbolo: um círculo fechado, simbolizando o falso orgulho.

Nome: AIN

Hieróglifo: Uma ligação material.

 17

 O indivíduo (1) aliado ao espírito e à inteligência (7) alcança a harmonia e o equilíbrio (8). Esta é a recompensa do homem que consegue vencer seus inimigos internos e evitar as más influências externas, alcançando, assim, o equilíbrio entre o material e o espiritual.

 O Arcano XVII é chamado de "A Estrela". A lâmina mostra uma grande e radiosa estrela de oito raios, cercada por sete estrelas menores. Uma figura feminina, no primeiro plano, está inteiramente nua. Tem o joelho dobrado, apoiado na terra e o pé direito dentro da água. Ela derrama água de duas ânforas, irrigando o mar e a terra. Atrás dela há uma elevação de terreno e uma árvore ou arbusto, sobre o qual está pousada uma ave.

Monique Cissay, diz, sobre o Arcano XVII: "A recompensa espiritual, sempre justa. É o fruto do trabalho que se torna visível, tangível: a esperança, a inspiração, chegam, enfim."

Sobre a figura, Waite afirma:

"Para a maior parte dos espíritos preparados a figura aparecerá como o tipo da Verdade sem véus, gloriosa em sua beleza imortal, derramando as águas da alma dentro das medidas de seu bem valiosíssimo. Na realidade, porém, ela é a Grande Mãe, na cabalística Sephira Binah, que é o superno Entendimento, o qual se comunica com o Sephiroth que se encontra embaixo na medida que podem receber o seu influxo."

Símbolo: Estrela de oito pontas.

Nome: PHE

Hieróglifo: Boca com Língua.

 18

 O 18 mostra o Homem (1) em relação com as forças cósmicas universais (8), em busca da compreensão (9) de seus mistérios. No entanto, essa compreensão é equivocada, pois ele não vê a luz diretamente, mas apenas o seu reflexo. Relaciona-se com a busca irrefletida da Verdade, por caminhos errados, que podem levar à autodestruição.

 O Arcano XVIII mostra a Lua minguando, mas ainda quase cheia, que ilumina uma planície, permitindo ver uma estrada estreita e tortuosa que passa entre duas torres, ou duas pirâmides. No primeiro plano, uma pequena lagoa; em sua margem, um caranguejo preto de presas cerradas. Um pouco mais atrás, sentados em cada lado da estrada, um cão e um lobo uivando para a Lua.

A imagem é de desolação e tristeza, e também de medo. Parece significar um dos aspectos da Iniciação, quando o aspirante tem de enfrentar larvas astrais, seres elementares que tentam impedi-lo de continuar na sua jornada em busca da Verdade. Terá de usar de muita força de vontade e perseverança para vencer os inimigos que a sua imaginação faz terríveis. Só assim poderá ver, através da luz refletida da Lua, a verdadeira luz do Sol, e continuar o seu caminho.

Símbolo: Lilith, a lua negra.

Nome: TZADE

Hieróglifo: Cobertura opressora.

19

 No 19, os dois mastros totêmicos da Numerologia. O 1, representando o Homem, o Indivíduo, em relação com o 9, símbolo da compreensão universal. A sua soma é igual a 10 – só que, agora, o zero (0) está do lado direito do 1. Antes, no início de sua jornada, o 1 era 01: tinha um universo inteiro a desvendar. Agora, depois de ultrapassar todos os obstáculos deste ciclo de 1 a 9, de percorrer todas as Sephiroth da Árvore da Vida – de Kether a Malcut – ele percebe que apenas deu o primeiro passo, o passo que lhe permitiu alcançar a inocência e a pureza de uma criança. Descobre, percebe, que a senda é estreita, mas pode levar à descoberta de infindáveis universos (10). O 19 é o momento em que cabe a frase de Sócrates: "Só sei que nada sei."

 A Lâmina XIX mostra duas crianças nuas em um prado, recebendo os raios do Sol, como se fosse uma chuva de ouro. Em outra versão do Tarô, é uma criança nua montada em um cavalo branco, recebendo os raios do Sol. Mas o significado é o mesmo.

Símbolo: o Sol.

Nome: CUPH.

Hieróglifo: Um machado.

 20

 Do 1 ao 9 e do 10 ao 19, o indivíduo (1) é o regente. A partir de sua ação, de sua vontade, poderá ou não evoluir de número em número, de ciclo em ciclo. Durante o primeiro estágio, do 1 ao 9, há o encontro com os demais números que compõem os números primários. É como se o Um, a Mônada, a Causa Primeira, desse origem aos outros números, mas como manifestações evolutivas de si mesmo. Ao chegar ao 10, o 1 encontra um novo universo a ser desvendado, contido no 0. A partir daí, começa o segundo ciclo do 1.

  • O reencontro consigo mesmo no 11.

  • O desafio iniciático no 12.

  • A necessidade de morrer para renascer, no 13.

  • O reequilíbrio de energias no 14.

  • A necessidade de livrar-se dos grilhões telúricos para vencer o grande vampiro astral, no 15.

  • O desafio de livrar-se da soberba e do falso orgulho, para poder continuar a evoluir, que surge no 16.

  • A busca do equilíbrio entre o cósmico e o telúrico, no 17.

  • O grande desafio – no 18 - que consiste em vencer seus demônios internos e as forças adversas da Natureza Negativa – os Qphiloth, opostos naturais dos Sephiroth.

  • E, finalmente, no 19, a recompensa por haver vencido todos os anteriores estágios da iniciação, que consiste em perceber e receber os dons da Natureza, tal como ela é, tornando-se Um com o Todo, como criança inocente e pura, na expectativa de novas experiências e de novos aprendizados.

 Para isso, é necessário anular o próprio "Eu". Talvez o mais difícil para o 1 seja descobrir, e aceitar, que uma de suas manifestações é o 2. Não somente o 2, que já conheceu no início de sua evolução através dos números primários, mas o 2 uma oitava superior – o 20.

 O Arcano XX simboliza a ressurreição, em termos alegóricos. Como o Arcano 2 significa a sabedoria e o zero é o Universo, o Arcano 20 pode ser entendido como a Sabedoria ligada ao Absoluto.

Símbolo: A chama, simbolizando a luz da Sabedoria.

Nome: RESH

Hieróglifo: Cabeça humana

21

 O 3 é a auto-expressão do 1, a primeira manifestação do Verbo. O 12 é o convite à Iniciação – o sutil penetrando no denso, ou o Verbo em sua segunda manifestação. O 21, como terceira manifestação do Verbo, traz a sabedoria e harmonia do universo ao mundo.

 O Arcano XXI, intitulado "O Mundo", mostra um quadro onde Oroboros - antigo símbolo egípcio de uma serpente mordendo a própria cauda, simbolizando o mundo circunscrito, limitado - formando uma elipse faz a sua borda. Ao centro, uma moça está dançando. Nos quatro cantos do quadro, fora da borda, estão as cabeças de quatro animais, ou quatro seres herméticos: o touro, o leão, a águia e um rosto humano.

 Os quatro seres também simbolizam os quatro elementos básicos da Natureza – Ar, Água, Terra e Fogo – e, alegoricamente, fazem uma alusão a um dos lemas dos iniciados: ousar, saber, calar e querer.

 De acordo com Waite, o Arcano XXI "... é o estado do mundo restaurado quando a lei da manifestação tiver sido cumprida em seu grau mais elevado de perfeição natural."

 Para Monique Cissay, "o 21 representa o caminho da elevação do Homem e da harmonia interior. O 21 aparece como número da expressão da verdade e da honra."

Símbolo: a Esfinge.

Nome: SHIN.

Hieróglifo: Flecha em movimento oscilante.

 22

 A lâmina XXII dos Arcanos Maiores mostra um homem com um bastão ao ombro, do qual pende uma mochila. Iluminado pelo Sol, ele está à beira de um precipício, olhando para o céu. Às suas costas, um cão, que insiste em morder o seu calcanhar, como se desejasse trazê-lo de volta. Mas ele não se importa com o animal – ou com as tentações animais – que tenta chamar a sua atenção para o lado material da vida, que ele deixou para trás. Sua atenção está toda voltada para o Cosmos e para a Vida além da vida.

 Sobre o Arcano XXII muito tem sido dito e escrito. Algumas versões do Tarô apresentam o Homem como um andarilho maltrapilho; outras como uma pessoa ricamente vestida. Os nomes tradicionais do Arcano são: "O Louco" e "O Bobo". E é claro que só pode ser considerado louco ou bobo – por aqueles que valorizam, em primeiro lugar, a matéria, esquecendo que o Universo é um Todo Infinito – todos aqueles que buscam bem mais do que o aparentemente visível, o circunscrito e o limitado. Alguns estudiosos dão a este Arcano o número 0 e não XXII – o zero considerado como o começo e o fim, aquele que contém em si todos os números. Mas acredito que, como símbolo, a espiral seja mais adequado. Também contém todos os números, mas deixa infinitas possibilidades.

 Sobre este Arcano, escrevi o seguinte poema, intitulado

 

EM RITMO BÚDICO DE BLUES...

Muito antes do número das revelações,

quando o Nôus ainda esperava o não-empurrão do não-Nôus,

quando a aparência era ainda uma gritante expectativa

dos mais surrealistas

e o desejo uma possibilidade numérica,

O Louco iconoclasta, o Andarilho,

passeava em ritmo búdico de blues

- entre pura emotividade e Nirvana absoluto -

nas múltiplas possibilidades de si mesmo

da paródia da paródia da paródia

ao borbulhante esfaquear da cachoeira

a cada gota.

 

 

Símbolo: a Espiral.

Nome: THAU.

Hieróglifo: Um peito aconchegante.

faustobrignol@yahoo.com.br